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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Idosos no Salão



Na terceira idade, a dança pode ser considerada uma verdadeira terapia. Ela proporciona movimento regular e sem grande esforço, aliado ao convívio saudável com outras pessoas, em ambiente estimulante, repleto de música e alegria.É sabido que a manutenção da boa forma física e de uma vida social ativa são fundamentais para a saúde e a longevidade do idoso. Contudo, nessa faixa etária, o início de qualquer atividade física requer, antes de mais nada, uma acurada avaliação médica.Segundo Jussara Vieira Gomes, historiadora, antropóloga, dançarina e pesquisadora de dança de salão, "embora a maioria das pessoas com mais de sessenta anos já tenham dançado e comparecido a bailes no passado, é freqüente que tenham abandonado esta atividade há anos, de forma que, geralmente, buscam fazer aulas de dança para se reciclarem, aprender os passos e figuras dos diversos ritmos que estão na moda e conhecer pessoas com quem dançar e comparecer aos bailes."
A aposentada Maria Helena de Silvio, 53 anos, conta sobre sua experiência na dança de salão. Ela, que nunca havia dançado, nem na juventude, começou há quatro anos, por recomendação médica, pois tinha tendência à depressão. "A dança aumenta a minha auto-estima e me enche de entusiasmo de viver. Ao dançar, o lema é ‘Xô, depressão” Praticar dança de salão, para o idoso, não só representa uma melhor qualidade de vida, como também uma inclusão social. Para aqueles que acham não ter "mais idade" para dançar, devem procurar academias especializadas e descobrir que para dança não há idade. Nos bailes voltados para esse tipo de público dança-se de tudo, do tango ao bolero. É uma opção de juntar lazer ao bem-estar.


Saiba mais no site da Agemais.com.br

segunda-feira, 16 de março de 2009

Para dançarinos e dançarinas

Dançar sem música é possível, mas no salão... entender o que a música quer te dizer é fundamental. E não é apenas entender o que diz a letra, mas o andamento, as variações de voz ou de arranjos, ora mais suaves, ora mais fortes... às vezes numa mesma música! E as pessoas lá, dançando como se essas variações não existissem, apenas reproduzindo os passos que aprenderam na academia.Entendo que as motivações para se aprender dança - e, principalmente, a dança de salão, que além de tudo te possibilita uma vida social - são várias.

Basta saber curtir o som que vem das caixas, respondendo com o corpo ao que a música tenta nos dizer. Uma batida marcada pede um pé batendo, uma melodia sinuosa pede uma ondulação do corpo.

Na aula, aprendemos a contar até oito e a encaixar os passos (ou acordes!) nessa contagem - o que geralmente funciona. Mas a dança fica muito mais divertida quando a gente responde às nuances da música, às paradinhas, ao andamento ali mesmo, na pista - a música te informa e você devolve, no ato, essa informação - podendo até voltar para o 'oito' básico, se a música pedir.

E pra que dançar se não é pra se divertir, né não? A má notícia é que você pode até aprender a entender a música, mas sem amor à arte, sem ter momentos de intimidade - você e a música, sozinhos, no quarto, no banho, na hora da faxina rodopiando com a vassoura pela sala, cantando junto e feliz a plenos pulmões ou chorando baixinho por causa de uma melodia ou letra que te tocou lá no fundo - não tem jeito. Saber fazer passos, conduzir bem (ou se deixar conduzir), isso tudo também é fundamental, mas saber interagir com a música é meio caminho andado e ter tesão no que você está fazendo é a outra metade do caminho (já viu dançarino burocrático por aí? tem aos montes!!). O resto é técnica, e técnica se aprende, sim. Mas paixão... aí vem do coração de cada um.

A sua paixão está aonde?


A minha está saindo da caixa de som AGORA.


Lia AmancioMulheres no Salão

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Contato e Improviso

O Contato- Improviso é considerado a "corporificação" da contra-cultura e foi criado, no início dos anos 70 nos, nos Estados Unidos pelo praticante de Aikido e dançarino Steve Paxton. Esta prática de dança desenvolve a inteligência Interpessoal, que é a capacidade de uma pessoa dar-se bem com os demais, compreendendo-os, e percebendo suas motivações. Envolve a habilidade de trabalhar cooperativamente com outras pessoas num grupo e a habilidade de comunicação verbal e não-verbal.



Os contatistas em ação podem dar e receber apoio, rolar um por sobre o outro, deslizar no chão ou erguer o companheiro. É utilizado o “momentum” para mover-se em sincronia com o parceiro em vez de usar a força para controlá-lo. Pessoas com tamanhos e pesos muito diferentes podem fazer contato juntas. É possível se movimentar no espaço mudando constantemente os pontos de contato entre o próprio corpo e o do parceiro.



O espectador está assistindo a pessoas de verdade pressionadas por eventos e pelo tempo. Isso é improvisação. Nenhum participante está totalmente sob ou fora de controle... O que é revelado é um entendimento mútuo, um sistema básico, uma maneira de comunicação. Toque. Outra inteligência muito utilizada na pratica do Contato improviso é a intrapessoal, que é a competência que a pessoa tem de conhecer-se, estando em contato consigo mesma, com as próprias sensações e emoções, podendo administrar seus sentimentos e emoções. Esta inteligência está relacionada aos estados interiores do indivíduo. Algumas habilidades desenvolvidas por esta inteligência são a concentração, a percepção e expressão de diferentes sentimentos íntimos.



No Contato Improviso, esta inteligência é bastante utilizada, pois o praticante ao dançar deve estar atento a consciência da gravidade e simultaneamente perceber o espaço interior do próprio corpo, prestando atenção em sua forma no espaço. É fundamental que o dançarino tenha uma conexão profunda com o próprio corpo, conhecendo seus limites e possibilidades antes de ir ao encontro do outro. Este conhecimento do próprio corpo traz segurança tanto para o indivíduo como para seu parceiro.



Outras Inteligências que podem estar eventualmente associadas ao ensino do contato improviso são a musical: inteligência baseada no reconhecimento dos sons do ambiente e numa sensibilidade para ritmos e batidas. Ela é desenvolvida nas aulas que utilizam músicas como forma de estímulo do movimento.

Este estilo de dança pode favorecer atitudes prazerosas indo ao encontro das necessidades criativas de cada um.





Contato e improviso I


Contato e Improviso II

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Dicas de como escapar do "Chá de Cadeira"

Existe uma reclamação generalizada das mulheres que não conseguem dançar nos bailes, o famoso “chá de cadeira”. Mas, de quem é a culpa? Da quantidade inferior de homens existentes em nossa cidade (estatisticamente comprovado), da escassez de homens que gostam de dançar, ou será culpa das próprias mulheres?

De acordo com a professora de dança de salão, Elaine Reis, 90% da culpa são das próprias mulheres. Por medo de chegar sozinha nos bailes, a mulher opta por ir com suas amigas. Aí já começa o problema. As próprias mulheres já fazem concorrências entre elas, o que é péssimo! Nos bailes, a mulher tem que ir com um casal de acompanhante. Mas, se for sair em “bando”, precisa convidar antes algum aluno de dança que goste e saiba dançar, para garantir a diversão à noite toda. E não precisa ter vergonha de fazer o convite! É preciso entender a alma masculina. A maioria dos homens é tímida por natureza e não conseguem chegar a uma mesa repleta de mulheres e convidar uma delas para dançar.
É possível presenciar, várias vezes no salão, mulheres com uma expressão muito fechada, isto também é terrível, pois os homens ficam mais inibidos ainda. Simpatia é fundamental, sorriso no rosto não custa nada, mesmo que este sorriso seja falso.

Outro conselho: circule. Você sentadinha na cadeira não aparece! Vá ao banheiro, ao bar, mesmo que for para tomar água e sempre com um belo caminhar. Não confunda um andar elegante com uma caminhada vulgar, homens respeitam as damas elegantes e de preferência caminhe no salão sem bolsa. Onde você colocará a bolsa no caso de um convite?

Um dos problemas mais graves é que as damas não têm paciência, nem tolerância com os cavalheiros que estão começando a aprender a dançar. Elas esquecem que estes homens são os dançarinos de amanhã! Aí o que acontece? Elas fazem cara feia para estes cavalheiros e eles desistem no meio do caminho. Não esqueçam queridas mulheres, nós estamos numa posição pouco privilegiada, então temos que ser espertas e pensarmos no futuro para mudarmos este quadro.

Não rejeitem, pelo contrário incentivem os homens novatos na dança. Lembre-se que um homem em uma mesa de quatro mulheres consegue dançar com todas e ainda fará companhia para entrar e sair dos lugares. Sejam espertas.

Se você quer dançar, escolham ambientes em que as pessoas vão para este propósito. Nestes lugares, podem até existir alguma paquera, mas este não é o foco principal. Cuidado com certos lugares e dê preferência aos bailes de academias de dança de salão.

Agora, um recadinho para as mulheres casadas: tenham paciência com seus maridos. Vocês já têm o principal dentro de casa, um cavalheiro. A função do cavalheiro na dança é pelo menos três vezes mais difícil e mais complicada. Tenham tolerância, pois, com calma e sem cobrança eles aprendem. Não fiquem comparando seus maridos com um instrutor ou a um dançarino experiente, isto é fator desestimulante para ele. Sejam inteligentes e usem o sexto sentido.

E lembre-se, dançar bem significa ter consciência do seu corpo em conexão com o corpo de seu parceiro.


Fique a vontade, relaxe e curta o momento com muita diversão e prazer.
Não esqueça de escolher um sapato adequado, niquém merece calçado saindo do pé.

CARTILHA DA DAMA DANÇANTE

- Ter sempre um sorriso no rosto
- Circular no salão
- Ir ao baile acompanhada por um casal
- Lembrar que o desajeitado de hoje é o bom dançarino de amanhã
- Usar sapato e sandália adequados ao ambiente de dança
- Acreditar no seu corpo e ter confiança no cavalheiro
- Escolher um bom ambiente para dançar
- Lembre-se: o corpo do homem fala é só interpretá-lo

Elaine Reis é instrutora especializada em Dança da “Academia Pé de Valsa” – escola filiada à Unidança – Associação Mineira de Dança Artística e acadêmica - entidade que reúne 11 escolas filiadas.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Dia das Bruxas

Introdução: O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos. Neste país, levada pelos imigrantes irlandeses, ela chegou em meados do século XIX.


História do Dia das Bruxas: A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (1 de novembro).



Símbolos e Tradições: Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein. As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.


Halloween no Brasil: No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana. Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado.Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).


Retirado de: suapesquisa.com

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Gafieira Estudantina >> “Estatuto da Gafieira”


A Estudantina foi criada em 1928, por dois estudantes de Direito - daí o nome da gafieira - que queriam democratizar a dança de salão. Na época, os bailes eram exclusivos da alta sociedade. Famílias inteiras, adolescentes e idosos freqüentavam a casa. O primeiro endereço foi a Rua Paissandu, onde ficou cinco anos e depois na Praça José de Alencar, também no Flamengo.
A Estudantina foi inicialmente para a Praça Tiradentes 75, em 1942. (hoje está no número 79). Já serviu de locação para as novelas "América" e "O clone", de Gloria Perez, para os filmes "O que é isso, companheiro" e "Ópera do malandro".
O gerente da gafieira, Juan Page, diferencia os dois estabelecimentos: "A Elite sempre tocou de tudo e a Estudantina, somente dança de salão. Dizem que o samba rasgado surgiu aqui. Quando o baile ficava muito cheio, alguns cavalheiros pediam à banda que acelerasse o ritmo para que as pessoas saíssem do salão, criando, assim, mais espaço para dançarem".
Como a gafieira é um lugar democrático, que converge todos os tipos de pessoas, foi criado um estatuto de normas de conduta no salão, que é respeitado até hoje. As normas são tão respeitadas que Billy Blanco fez uma música, "Estatuto da gafieira": "Os beijos devem ser moderados, homem não pode entrar com camisa sem manga e mulheres com shorts e saias curtos", lembra Juan. Mas ele confirma que algumas regras estão sendo quebradas com os tempos modernos.
"O Estatuto foi criado há mais de 70 anos, hoje é outra coisa. Antigamente, as pessoas não podiam vir de tênis, hoje pode, não tem problema, mas beijos muito quentes ainda não são permitidos", explica.
O auge da Estudantina foi nos anos 80. Na época, cantores e compositores de sucesso estavam sempre na casa. "Foi feito um trabalho de resgate da gafieria, que ficou meio esquecida por causa da dance music dos anos 70. Então, aqui eram realizadas homenagens a artistas para ressuscitar a dança de salão", conta Juan. Luiz Gonzaga, Baden Powell, Hermeto Paschoal e Caetano Veloso estão entre os músicos que já puseram os pés nela.
Hoje, a média de público é de 400 pessoas, mas há noites em que este número chega a 1,2 mil, diz. Há gente de todo tipo, mas há uma turma de fiéis freqüentadores, a de exímios dançarinos da dança de salão. Atualmente, há bailes nas terças, sextas e sábados.
O piso do salão, de madeira, leva acabamento em parafina, que facilita os movimentos. No meio do grupo de cavalheiros de calças de linho branco, camisas de seda e sapatos bicolores, e de damas - todas de vestidos e saias - destaca-se a figura delicada de Maria Antonietta Guaycurus de Souza, ou Maria Antonietta, como é conhecida nos salões de gafieira. Há mais de 60 anos dançando e ensinando a dançar, ela já deixou muito marmanjo roda presa na pista que leva seu nome. "Eu adoro esse lugar! Aqui é referência da dança de salão", diz Antonieta.
Ela, que tem a agenda repleta de alunos particulares, nasceu no Amazonas e mora no Rio desde os 13 anos. Aos 10, tocava piano e, aos 12, violino. Queria fazer carreira em música quando tocava na Rádio Clube do Brasil, onde conheceu o professor Vasco Barros de Moraes, que lhe revelou os segredos da dança de salão. Entre os diversos nomes que já passaram por seu crivo estão, por exemplo, os de Carlinhos de Jesus e Jaime Arôxa.

Estatuto da Gafieira

Art. 1. Não é permitido a entrada de cavalheiros:
a) de camisetas sem mangas,
b) de bermudas,
c) de chinelos,
d) alcoolizados,
e) de chapéu ou qualquer outro objeto que cubra toda a cabeça.

Art. 2. Não é permitido a entrada de damas:
a) - de shorts cutos,
b) de camiseta tipo regata,
c) de chinelos,
d) de chapéu e lenços tipo turbante.

Art. 3. No salão não é permitido:
a) uso de bolsa a tiracolo,
b) portar cigarros acesos na pista de dança,
c) entrar na pista de dança com copos ou garrafas,
d) dançar mulher com mulher e homem com homem.

Art.4. No interior da gafieira não é permitido:
a) beijar demoradamente ou escandalosamente,
b) cavalheiros colocar damas no colo,
c) provocar confusões,
d) berrar e gritar,
e) colocar os pés ou subir nas cadeiras e mesas,
f) dançar espalhafatosamente, incomodando os outros bailarinos.

Art.5. A desobediência de qualquer um desses artigos poderá implicar nas seguintes sanções:
a) advertência verbal,
b) retirada do recinto.

Observação: Traje adequado - passeio ou esporte fino

não se esqueça:"Enquanto houver dança haverá esperança. Estatuto da gafieira" (Billy Blanco)

Extraído do jornal Tribuna da Imprensa Online

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O bom dançarino !



Além da variedade de ritmos que dança, da quantidade de passos que executa e da técnica que desenvolveu, o bom dançarino deve estar atento a certos procedimentos básicos durante um Baile de Dança de Salão. São regras que foram estabelecidas com o objetivo de facilitar a dança e a evolução dos casais criando uma atmosfera agradável, prazerosa e de boa convivência.
Dançar circundando o salão no sentido anti-horário viabiliza um melhor aproveitamento do espaço. Desta forma, todos podem progredir independente do seu nível de conhecimento. Para aqueles que apresentam dificuldades de se deslocar, o centro do salão é a melhor opção.
Entre na pista com cuidado. Respeite quem já está dançando e procure não esbarrar nem interromper a evolução de outros pares. O mesmo cuidado é importante quando for necessário atravessar o salão, o que, aliás, deve ser tão evitado quanto permanecer parado no área onde se dança.
Quando o salão está cheio, os dançarinos devem ocupar o mínimo de espaço possível. Passos acrobáticos podem interferir na dança de outros casais. O mesmo ocorre quando, em determinados ritmos, dança-se de forma espalhada.
O principal motivo para se dançar num baile é o prazer. Tanto o cavalheiro quanto a dama devem ser cordiais uns com os outros. O cavalheiro deve ter um cuidado especial com sua dama, sendo atencioso na forma de convidá-la para dançar e no modo como inicia sua dança. Antes de sair executando passos elaborados, ele deve procurar perceber se sua parceira tem condições de lhe acompanhar e se o local e momento são adequados. Atenção para não colocar a dama em situações de risco nem de constrangimento. Ao término da dança, deve procurar acompanhar sua parceira até onde ela estava no início da mesma ou pelo menos para fora da área onde outras pessoas estão dançando. Se for necessário interromper a dança, procurar encontrar uma forma delicada de fazê-lo, de preferência ao final de uma música.
Outros fatores importantes a serem levados em conta quando se vai a um baile, são a forma de apresentação e o asseio. Os sapatos e as roupas devem ser bem escolhidos, atentando principalmente para o conforto e a mobilidade, sem é claro esquecer da elegância. Cuidado com o excesso de suor, o mau hálito, o odor das axilas e outros cheiros desagradáveis, como o produzido por alguns tipos de tinturas de cabelo. Nas danças de salão a proximidade dos corpos é um fator constante e seu parceiro certamente notará esses detalhes.
Bolsas, sacolas, pochetes, chapéus e outros acessórios pendentes atrapalham. Procure deixá-los na mesa, na chapelaria ou em outro local adequado.
As drogas e a bebida em excesso são muito mal recebidas neste ambiente. Esteja lúcido e sóbrio para se lembrar com detalhes de uma noite maravilhosa. Para dançar bem, com equilíbrio, agilidade e fluência nos movimentos, precisamos estar com nossas faculdades mentais bem apuradas.



É sempre bom lembrar que você é o maior responsável pelo seu Conceito.



CUIDE-SE E DIVIRTA-SE.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

UM POUCO SOBRE A HISTÓRIA DA DANÇA DE SALÃO NO BRASIL

A dança é uma das manifestações artísticas mais antigas da humanidade. Teve origem nos gestos e movimentos naturais do corpo humano para expressar emoções e sentimentos, a partir da necessidade de comunicação entre os homens.
Inicialmente, a dança integrava rituais dedicados aos deuses, objetivando pedir auxílio para a realização de boas caçadas e pescarias, para que as colheitas fossem abundantes, para que fizesse sol ou chovesse. A dança fazia parte, também, de manifestações de júbilo e congraçamento pela vitória sobre inimigos e por outros eventos felizes.
Com o passar do tempo, cada povo desenvolveu suas próprias formas e estilos de dançar, caracterizando suas diferentes culturas, da mesma forma que a música, o vestuário, a alimentação, etc. marcam o jeito de ser próprio de cada sociedade.
Dependendo de seus objetivos, surgiram diversos tipos de dança: a guerreira, a teatral, a ritual ou religiosa, a popular ou folclórica (geralmente dançada em festas populares, em grupos e ao ar livre), o balé clássico e a dança moderna (artísticos e mais voltados para espetáculos), a dança social ou de salão, a dança esportiva, o balé no gelo ou patinação artística e outros tipos. A dança esportiva e a patinação artística são modalidades de caráter competitivo e estão em processo de inclusão entre os esportes olímpicos.
A dança social ou dança de salão é praticada por casais, em reuniões sociais e surgiu na Europa, na época do Renascimento. Pelo menos desde os séculos XV e XVI, tornou-se uma forma de lazer muito apreciada, tanto nos salões dos palácios da nobreza, como entre o povo em geral. É chamada de social por ser praticada por pessoas comuns, em festas de confraternização, propiciando o estreitamento de relações sociais de amizade, de romance, de parentesco e outras. De salão, porque requer salas amplas para os dançarinos fazerem livremente suas evoluções e porque foi através da sua prática nos salões das cortes reais européias que este tipo de dança foi valorizado e levado para as colônias da América, Ásia e África, sendo divulgado pelo mundo todo e transformando-se num divertimento muito popular entre diversos povos.
A dança de salão chegou ao Brasil trazida pelos colonizadores portugueses, ainda no século XVI, e mais tarde, pelos imigrantes de outros países da Europa que para cá vieram. Num país como o Brasil, com tão fortes e diferentes influências culturais, não tardaram a se mesclar contribuições dos povos indígenas e africanos, num processo de inovação e modificação de algumas das danças européias importadas, bem como de surgimento de novas danças, bem brasileiras.
O Rio de Janeiro, na medida em que foi capital do Brasil desde o período colonial até 1960, sempre foi o polo irradiador de cultura, modismos e inovações em geral para o resto do país. Em 1808, a corte portuguesa transferiu-se para cá e trouxe consigo muitos dos gostos e hábitos sociais europeus daquela época, inclusive as danças que estavam na moda e o costume dos bailes freqüentes. Durante todo o século passado, qualquer evento era motivo para um baile: aniversários, noivados, casamentos, formaturas, datas cívicas, visitas de parentes e amigos, etc.. Professores de dança europeus, especialmente os franceses, eram contratados para manter os membros da nobreza brasileira em dia com as danças que estavam na moda nas mais importantes capitais européias.
Após a proclamação da república, o gosto pelos bailes continuou forte, entre os cariocas, tornando-se cada vez mais populares e freqüentes, a ponto do consagrado poeta Olavo Bilac comentar, num artigo de 1906, para a revista Kosmos: "...no Rio de Janeiro, a dança é mais do que um costume e um divertimento; é uma paixão, uma mania, uma febre. Nós somos um povo que vive dançando".
Na passagem do século XIX para o XX, as danças da moda eram a valsa, a polca, a contradança, a mazurca, o xote e a quadrilha. Sim, a quadrilha que, naquela época, era uma dança refinada, apropriada aos salões aristocráticos. O próprio Imperador D. Pedro II foi um grande apreciador das quadrilhas, dançando todas que eram tocadas nos bailes a que comparecia. Só mais tarde, muito modificada, esta dança virou a quadrilha caipira das festas juninas, como a conhecemos hoje.
Até a década de 1960, os bailes eram um dos eventos sociais mais importantes e populares para os cariocas de todas as idades e camadas sociais. Nos bailes, as pessoas se divertiam, faziam negócios e novos amigos, muitos namoros começavam, enquanto outros casais faziam as pazes, depois de brigas e desentendimentos. Muitas vezes, até problemas de ordem política e econômica, que afetavam o país, eram discutidos em bailes diplomáticos e outros, aos quais compareciam dirigentes da nação.O aparecimento e o período áureo das discotecas - em que os casais passaram a dançar sem se tocar, de uma forma mais livre e solta e até sem necessidade de parceiro(a) - levaram a dança de salão a cair num semi-esquecimento, pelo menos nas grandes cidades, por um período de vinte anos, mais ou menos. Foi a vez das luzes e ritmos das discotecas assumirem um papel de destaque na vida social, substituindo os bailes tradicionais, onde os casais dançavam juntinhos.A dança de salão não desapareceu, mas passou a ser vista como uma manifestação fora de moda, praticada por pessoas mais velhas e conservadoras ou por membros de camadas sociais menos favorecidas, no interior do país e nas periferias das grandes metrópoles. Desde meados dos anos '80, porém, a dança de pares enlaçados vem retornando com toda a força, retomando o lugar de destaque que sempre ocupou na vida social urbana. Multiplicam-se seus adeptos e os lugares para dançar a dois, num movimento forte e abrangente, que parece ter vindo para ficar.Os professores de dança de hoje se organizam em academias e escolas, onde também são realizados bailes para seus alunos poderem praticar. Essas academias estão formando um número cada vez maior de dançarinos. Há concursos e espetáculos, que incentivam os dançarinos a se aprimorarem e que estimulam a profissionalização de muitos deles. Desta maneira, estão surgindo cada vez mais profissionais da dança de salão, vários deles formando companhias de dança para mostrar sua beleza e divulgá-la através de espetáculos cada vez mais sofisticados tecnicamente.
O sucesso internacional da lambada, nos anos '80, facilitou o caminho de redescoberta da dança a dois pelos mais jovens, nascidos e criados ao som dos ritmos de discoteca. E voltando a cair no gosto do público jovem, a dança de salão vem passando pelo processo de renovação e expansão a que todos nós estamos testemunhando, no momento.
Os ritmos dançados nos bailes cariocas, atualmente, são: o samba e o chorinho, bem cariocas; o bolero (e outros ritmos relativamente lentos, que podem ser dançados como o bolero); ritmos mais rápidos, como o rock e outros, que são dançados de uma forma genericamente chamada de "soltinho"; a salsa e o merengue; assim como, em bailes especiais, para seus apreciadores, a lambada e o zouk, bem como o tango, a milonga e a valsa (dançada à maneira dos argentinos). A dança de salão é uma das mais tradicionais e fortes características culturais brasileiras. É uma expressão alegre e espontânea de seu povo, com seus ritmos e formas de dançar próprios, que despertam a atenção e a admiração dos turistas estrangeiros. Seu potencial cultural, educativo e turístico é enorme e, mais uma vez demonstrando sua vocação de metrópole formadora de opinião para o resto do país, o atual jeito carioca de dançar vem sendo rapidamente divulgado entre os outros estados brasileiros, o que não quer dizer que os outros estados não tenham, também, seus ritmos preferidos e suas formas próprias de dançar. A riqueza e a diversidade da dança de salão em território brasileiro é grande e é isto que a torna tão atraente para nós mesmos e para os estrangeiros: o brasileiro é um dançarino nato, extremamente criativo e musical.
No entanto, a história e as muitas facetas e características deste lazer popular ainda são pouco estudadas e conhecidas, entre nós. Assim sendo, o intuito deste artigo é contribuir para o conhecimento e a divulgação deste patrimônio cultural do povo brasileiro, especialmente entre aqueles mais interessados no assunto, isto é, os próprios dançarinos e profissionais da dança de salão.


Jussara Vieira Gomes
Historiadora e Antropóloga
Dançarina e Pesquisadora de Dança de Salão

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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Dicas para Iniciantes na Dança de Salão


Primeiramente parabéns, pois escolheram uma atividade muito prazerosa e relaxante, que é a dança de salão. Neste artigo iremos dar algumas dicas no intuito de ajudar no desenvolvimento da sua dança.


1 - Mantenha uma constância de presença nas aulas:

As aulas seguem uma ordem lógica.

2 - Procure dançar com várias pessoas nas aulas e em momentos de prática:


A dança de salão é toda conduzida, onde acontece um diálogo corporal entre o cavalheiro e a dama. Dançar com outras pessoas vai ser, no mínimo, uma experiência enriquecedora neste aspecto da condução, pois você verá como é diferente a comunicação com cada pessoa, além do que você ampliará seu círculo de amizades.

3 - Procure participar de práticas, confraternizações, bailes, tudo que conseguir.

Estes momentos serão uma aplicação prática das aulas, onde você estará ganhando uma fluência maior na comunicação da dança. Não hesite, treine desde o começo e lembre-se de que quem já dança bem passou pela mesma fase que você, um dia não sabia e garanto que para aprender bem, teve a coragem de vencer esta barreira inicial.

4 - Ouça músicas da dança de salão para educar os ouvidos e arrisque os passos básicos, mesmo sozinho.

Isto vai te deixando mais à vontade com o ritmo e com o seu corpo; qualquer dúvida que apareça, traga a seus professores.

5 - Anote suas aulas de maneira que você entenda.

Ao anotar as aulas com o nome dos passos e uma descrição que você relembre depois é um ótimo exercício. Durante a semana de intervalo entre uma aula e outra, use este material para o treino, ou simplesmente tente remontar os passos mentalmente, você vai ficar impressionado com o resultado na aula seguinte.

Bom pessoal, não existe nenhuma receita para o sucesso na dança de salão. Estas são algumas dicas que com certeza irão te ajudar.